A tecnologia na construção civil avançou em duas frentes nos últimos anos: a primeira é visível com automação residencial, fechaduras digitais, controle de iluminação por aplicativo. A segunda é menos aparente e mais transformadora: a digitalização dos processos de projeto, execução e gestão do imóvel ao longo da sua vida útil.
Os números confirmam a velocidade dessa mudança… Segundo a Sondagem da Construção da FGV IBRE, 20,6% das empresas do setor já utilizam a tecnologia BIM (Building Information Modeling, ou Modelagem da Informação da Construção), com destaque para as empresas de edificações residenciais, onde o uso alcança 37,2%.
Em 2018, esse índice era de 9,2%. O mercado brasileiro de softwares de modelagem da construção deve movimentar US$ 22,8 bilhões até 2031, com crescimento anual de 15,9%, segundo o relatório Brazil BIM Software Market.
Para quem compra um imóvel, os valores acima têm uma consequência fundamental: os empreendimentos mais recentes carregam um nível de informação técnica e previsibilidade que os imóveis de dez anos atrás simplesmente não têm.
Comandar luzes pelo celular é conveniente, não é verdade? A transformação mais profunda da construção civil, porém, acontece na forma como engenharia, arquitetura e tecnologia passaram a trabalhar de forma integrada desde o projeto.
A metodologia BIM (Building Information Modeling) cria um modelo virtual completo do edifício antes da obra começar. Estrutura, instalações hidráulicas, elétricas, de gás, ar-condicionado e acabamentos são modelados em conjunto, o que permite identificar conflitos entre sistemas ainda na fase de projeto, quando corrigir custa pouco.
O BIM oferece previsibilidade, transparência, precisão nos quantitativos e conformidade com normas, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção.
O morador colhe os benefícios sem perceber: menos improvisos na obra, menos patologias construtivas ao longo dos anos, instalações executadas conforme o projeto. E aparece também num benefício que ele percebe diretamente: a informação sobre o próprio imóvel.
Todo proprietário já passou ou vai passar por essa situação: precisa furar uma parede para instalar algo e não tem ideia do que passa por trás dela. Tubulação de água? Conduíte elétrico? Rede de gás? Na dúvida, fura e torce. Quando dá errado, o custo vai de um reparo simples a um vazamento que compromete o apartamento vizinho.
A digitalização da infraestrutura resolve esse problema na raiz. O imóvel é entregue com o mapeamento completo das instalações, acessível ao morador de forma simples.
No Serra Juvevê, empreendimento da Víncere Incorporadora no Juvevê, a tecnologia de realidade aumentada permite verificar todas as instalações elétricas, hidráulicas e de gás diretamente na tela do celular. Todos os cômodos são mapeados para que seja possível personalizar o imóvel sem riscos.
Na prática, o morador aponta o celular para a parede e visualiza o que existe por trás do revestimento.
Os benefícios são diretos:
| Benefício | Como funciona na prática |
| Reformas mais seguras | O morador e o profissional sabem o que cada parede esconde antes de qualquer intervenção |
| Menos risco de perfuração | Tubulações de água e gás aparecem no mapeamento, eliminando o furo às cegas |
| Menos vazamentos e acidentes | Intervenções acontecem longe dos pontos críticos das instalações |
| Menos retrabalho | O serviço é planejado com informação real, sem surpresas no meio da execução |
A rotina de um apartamento acumula intervenções pequenas que dependem de furar paredes: fixação de marcenaria, instalação de prateleiras, TVs e painéis, suportes de ar-condicionado, aquecedores, eletrodomésticos embutidos. Em todas elas o mapeamento digital tem uso prático.
Em um imóvel convencional, cada uma dessas instalações carrega um risco silencioso. O instalador trabalha às cegas, confiando na experiência e em detectores de metal que nem sempre identificam tubulações plásticas. Em um imóvel com infraestrutura digitalizada, o profissional consulta o mapeamento antes de furar, posiciona a fixação com segurança e executa o serviço sem surpresas.
Para quem investe em móveis planejados, a diferença é que a marcenaria pode ser projetada considerando os pontos exatos onde a fixação é segura, aproveitando melhor as paredes e evitando adaptações de última hora na instalação.
A previsibilidade que a digitalização entrega tem um efeito acumulado que aparece com os anos. Imóveis com informação técnica organizada exigem menos manutenção corretiva, porque as intervenções acontecem com planejamento. Diagnósticos ficam mais rápidos: quando surge um problema hidráulico ou elétrico, o profissional sabe onde procurar sem abrir paredes por tentativa.
O raciocínio vale para o morador individual e para a gestão do condomínio. Áreas comuns com infraestrutura documentada simplificam o trabalho das equipes técnicas, reduzem o tempo de resolução de ocorrências e evitam quebras desnecessárias que geram custo e transtorno para todos.
É o princípio básico da manutenção preventiva aplicado ao imóvel, visto que informação organizada barateia a operação com o passar dos anos.
A entrega das chaves costumava ser o fim da relação entre o imóvel e a informação técnica que o gerou. Plantas ficavam arquivadas em papel, detalhes de execução se perdiam, e cada novo proprietário herdava um imóvel sem memória.
O histórico técnico do imóvel passa a acompanhá-lo: o que foi instalado, onde, com quais especificações. Assim, o proprietário ganha autonomia para tomar decisões sobre o próprio patrimônio sem depender de suposições, e o imóvel preserva um ativo invisível que poucos empreendimentos oferecem: documentação viva da sua própria infraestrutura.
No Serra Juvevê, essa lógica se soma a um conjunto mais amplo de soluções técnicas: infraestrutura para automação total dos apartamentos e áreas comuns, esquadrias com vidros de alto desempenho acústico e térmico desenvolvidas por consultoria especializada, piso aquecido nos banheiros das suítes e jardins suspensos com irrigação automática em todas as unidades.
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A evolução tecnológica da construção civil aparece na execução da obra e segue presente na forma como o imóvel funciona ao longo do tempo. Empreendimentos que aumentam previsibilidade, segurança e controle para o morador se tornam mais eficientes na manutenção e no uso cotidiano, e essa eficiência se acumula ano após ano.
Essa visão faz parte da forma como o Grupo Noster desenvolve seus projetos em Curitiba há mais de 70 anos. Por meio da Víncere Incorporadora, a tecnologia é aplicada como ferramenta prática para melhorar a experiência de uso do imóvel, desde a obra até o pós-ocupação.
Recursos como a digitalização da infraestrutura do Serra Juvevê mostram como engenharia, inovação e funcionalidade trabalham juntas para tornar a rotina mais segura, organizada e eficiente.
Para conhecer empreendimentos que integram tecnologia, planejamento e qualidade construtiva, entre em contato com a equipe do Grupo Noster e descubra os projetos disponíveis em Curitiba.