Como os elevadores impactam a eficiência de um edifício corporativo? - Blog - Grupo Noster | Blog – Grupo Noster

Como os elevadores impactam a eficiência de um edifício corporativo?

Grupo Noster - 12/08/2026
Como os elevadores impactam a eficiência de um edifício corporativo?

Número de carros, capacidade de cada um, velocidade de deslocamento e mecanismo de despacho definem como um edifício se movimenta por dentro. Essas escolhas determinam quanto tempo cada pessoa perde por dia no hall e quanta energia o prédio gasta para transportar gente. 

Quem trabalha em prédio comercial reconhece a cena sem que ninguém precise descrevê-la. O painel mostra as cabines paradas num andar alto, o hall vai enchendo, e quando uma delas finalmente desce todo mundo entra junto, o que garante parada em quase todo pavimento do caminho.

Decisões tomadas na prancheta produzem essa cena, anos antes de o primeiro locatário assinar contrato. Reverter dá, em parte, com obra e investimento que ninguém previu.

Como a Revista Elevador Brasil registra ao tratar de cálculo de tráfego, um sistema pode ser tecnicamente adequado em capacidade e ainda assim ser percebido como lento quando o intervalo entre partidas fica próximo do limite normativo. Capacidade e percepção medem coisas diferentes, e é a segunda que o ocupante leva para casa.

O World Business, entregue em março de 2003 no Centro Cívico, distribui 27 pavimentos entre cinco elevadores, proporção que reflete o padrão de dimensionamento da época em que foi projetado, e que continua definindo a rotina de quem ocupa o edifício mais de vinte anos depois.

Como se mede um sistema de elevadores

Projeto de tráfego vertical se apoia em indicadores mensuráveis, e três deles concentram a avaliação e aparecem em qualquer estudo sério de dimensionamento de edifício corporativo:

Indicador O que mede Por que importa para quem ocupa
Intervalo médio de tráfego tempo médio entre a partida de um carro e a do seguinte, no pavimento de embarque é o que a pessoa sente como “espera”, e o número que mais pesa na percepção de qualidade
Capacidade de transporte em cinco minutos percentual da população do edifício que o sistema move no pico de cinco minutos define se o prédio trava no horário de entrada e no retorno do almoço
Tempo médio de viagem duração total entre embarque e chegada ao destino, incluindo paradas intermediárias mede o custo real do trajeto, somando a espera no hall e o tempo dentro da cabine

Todos os três saem de uma mesma base de cálculo: população estimada do edifício, número de pavimentos, altura entre pisos e perfil de uso. Prédio com uma única empresa ocupando dez andares tem comportamento diferente de prédio com trinta empresas distribuídas, mesmo que a metragem seja igual.

Daí vem a resposta para a pergunta mais comum, e ela decepciona quem quer um número redondo. Quantos elevadores um edifício precisa é resultado de conta, feita caso a caso, e dois prédios com a mesma área podem exigir quantidades diferentes de carros porque a população, a distribuição por andar e o horário de pico raramente coincidem entre eles.

Importante: existe norma técnica brasileira tratando de cálculo de tráfego em elevadores, e a numeração dela merece confirmação antes de virar citação em texto público, porque há indicação de que a versão histórica foi cancelada. Este texto trata os indicadores pelo que eles medem, sem atribuir número de norma.

Despacho convencional e despacho por destino

Mecanismo de despacho é o software que decide qual carro atende qual chamada, e ela mudou bastante nas últimas duas décadas, de modo que duas gerações de tecnologia convivem hoje no mercado brasileiro.

Despacho convencional Despacho por destino
Como funciona a pessoa aperta sobe ou desce, entra no primeiro carro que chega e só então escolhe o andar a pessoa informa o andar de destino ainda no hall, e o sistema indica qual carro tomar
O que muda para o usuário o carro para em todos os andares chamados no caminho passageiros com o mesmo destino viajam juntos, e o número de paradas por viagem cai
Onde compensa edifícios menores, com poucos pavimentos e população estável ao longo do dia edifícios altos, com muitos pavimentos, população grande e picos concentrados
O custo menor investimento inicial, e limite de desempenho mais baixo investimento maior, e ganho que aparece justamente no horário em que o prédio mais sofre

O ganho do despacho por destino vem de agrupamento, e a mecânica aparece no número de paradas. Os carros mantêm a velocidade de sempre e param menos vezes ao longo do percurso, e é essa redução que encurta o tempo médio de viagem.

Nada disso vem de graça, porque o sistema exige que a pessoa mude de hábito no hall, o que pede sinalização clara e alguma paciência nas primeiras semanas. Prédio que instala a tecnologia sem comunicar bem a mudança colhe reclamação no lugar do ganho que esperava.

O Neo Corporate, no Centro Cívico, opera com sistema inteligente de tráfego de elevadores, e integra o complexo Neo SuperQuadra, primeiro mixed use de Curitiba, de 2012. Entre ele e o World Business, projetado quase uma década antes, está justamente a virada de lógica que esta seção descreve.

O que o sistema consome? E o que ele devolve?

Energia é a segunda conversa desta pauta, e ela ganhou peso regulatório nos últimos anos. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o setor de edificações responde por quase 50% do consumo de energia elétrica no Brasil, e foi esse peso que motivou a revisão das regras de classificação de eficiência energética de edificações comerciais, de serviços e públicas.

Sendo assim, a economia depende do perfil de tráfego do prédio; edifício com muitas viagens curtas e alta frequência de partida aproveita mais o regenerativo do que edifício com poucas viagens longas, e essa é uma das razões pelas quais o ganho anunciado por fabricante varia tanto.

⚠ Percentuais de economia atribuídos a sistemas regenerativos variam por fabricante, por altura do prédio e por perfil de uso, e não há número único aplicável a qualquer edifício.

Quando modernizar vale mais que trocar

Prédio corporativo com vinte anos costuma ter a estrutura mecânica em condição bem melhor do que a eletrônica que a comanda. Modernização aproveita essa diferença: mantém guias, cabina, contrapeso e poço, e substitui comando, acionamento, portas e interface.

O que a modernização costuma entregar:

  1. Troca do comando por sistema de despacho mais eficiente, com ganho direto no intervalo médio. 
  2. Substituição do acionamento por versão com controle de frequência e, quando aplicável, regeneração. 
  3. Atualização de portas e sensores, que reduz tempo de porta aberta, um item que pesa mais no tempo total de viagem do que a maioria das pessoas imagina. 
  4. Interface e sinalização, que muda a percepção de espera mesmo quando o tempo permanece igual.

Alerta sobre o quarto item: percepção de espera responde à informação disponível, e saber que o carro chega em quarenta segundos incomoda menos do que esperar os mesmos quarenta segundos sem saber quanto falta.

Perguntas frequentes

Quantos elevadores um edifício corporativo precisa?

Não existe número fixo por metragem. A quantidade sai de um cálculo de tráfego que considera a população estimada do edifício, o número de pavimentos, a altura entre pisos e o perfil de ocupação. Dois prédios com a mesma área podem exigir quantidades diferentes de carros quando a distribuição de pessoas por andar e o horário de pico são distintos.

O que é despacho por destino?

Despacho por destino é a lógica em que o passageiro informa o andar de destino ainda no hall, antes de embarcar, e o sistema indica qual carro tomar. Passageiros com o mesmo destino são agrupados na mesma viagem, o que reduz o número de paradas e encurta o tempo médio de viagem, especialmente em edifícios altos e populosos.

Qual o tempo de espera aceitável para um elevador?

O parâmetro usado em projeto é o intervalo médio de tráfego, medido no pavimento de embarque durante o horário de pico. O valor considerado adequado varia conforme o tipo e o porte do edifício, e precisa sair do estudo de tráfego do próprio prédio, porque um número genérico aplicado a qualquer situação descreve mal cada uma delas.

Elevador consome muita energia?

Consome, e também pode devolver parte dessa energia. Sistemas com acionamento regenerativo aproveitam a energia gerada quando a cabine desce carregada ou sobe vazia, em vez de dissipá-la em calor. O ganho depende do perfil de tráfego do edifício, e é maior em prédios com muitas viagens curtas e alta frequência de partida.

Leia também:

Sobre o Grupo Noster

Sistema de elevadores é decisão de projeto com efeito diário sobre quem trabalha no edifício, e é por isso que ele entra na avaliação de um endereço corporativo junto com fachada, climatização e localização. A Víncere Locações administra o portfólio corporativo do Grupo Noster em Curitiba, que inclui o Neo Corporate, o World Business e o JG1698.

Fale com a nossa equipe para conhecer as lajes disponíveis e as especificações técnicas de cada edifício.