Sistema de climatização define temperatura, qualidade do ar, conta de luz e custo de manutenção ao mesmo tempo. Split, VRF e central com água gelada resolvem cada uma dessas frentes de modo diferente, e a escolha depende do porte da operação. Renovação de ar, que é o item que afeta a saúde, não vem automaticamente com nenhum deles.
Um verdadeiro clássico… Ar abafado depois das quatro da tarde, sonolência na reunião longa e depois aquele resfriado que dá a volta no andar inteiro em duas semanas.
Sintomas assim costumam ser atribuídos a cansaço ou a azar, e frequentemente têm causa técnica com nome, medida e limite legal. Isso acontece quando um escritório acumula pessoas num ambiente fechado e o sistema apenas recircula o mesmo ar em vez de trocá-lo pelo ar externo, a concentração de dióxido de carbono sobe ao longo do dia. Sobe justamente nas horas de maior exigência.
Climatização é infraestrutura de saúde ocupacional, com regra escrita e número para conferir.
Escolher entre os sistemas abaixo é decisão de porte e de perfil de ocupação, muito mais do que de orçamento inicial, porque a diferença de custo aparece toda ao longo dos anos de operação. O preço de compra engana:
| Split | VRF | Central com água gelada | |
| Como funciona | uma unidade externa para uma ou poucas internas, cada conjunto independente | uma unidade externa modula o fluxo de refrigerante para muitas internas, entregando a cada uma só o que ela precisa naquele momento | água gelada produzida por central é distribuída por tubulação até unidades terminais nos ambientes |
| Controle por ambiente | total, cada máquina é independente | total, com a vantagem de operar em conjunto | por zona, conforme o projeto |
| Eficiência em carga parcial | baixa, a máquina liga e desliga | alta, porque modula em vez de alternar | alta em grandes cargas contínuas |
| Manutenção | simples e pulverizada, muitos equipamentos | centralizada, exige técnico especializado | centralizada, exige operação dedicada |
| Porte em que compensa | conjuntos pequenos e salas isoladas | andares corporativos e edifícios inteiros | edifícios grandes, com carga alta e uso contínuo |
VRF significa fluxo de refrigerante variável, e o nome descreve exatamente onde está o ganho. Em vez de ligar e desligar em ciclos, o compressor varia a rotação e entrega a capacidade que cada ambiente está pedindo naquele instante, o que reduz consumo justamente na condição em que um escritório passa a maior parte do tempo, que é carga parcial.
O preço disso é dependência técnica, porque sistema centralizado exige alguém que saiba operar, enquanto um conjunto de splits se resolve com manutenção pulverizada e mais barata por chamado. Está aí a troca real da decisão de porte.
Aqui mora o mal-entendido mais caro desta pauta, e ele atravessa prédios novos e antigos.
Refrigerar é baixar a temperatura do ar que já está no ambiente. Renovar é trocar parte desse ar por ar externo. Um sistema pode fazer o primeiro muito bem e não fazer o segundo, e é exatamente aí que nasce o ar abafado do fim da tarde num escritório que está, tecnicamente, na temperatura certa, porque o ar chega a 23 graus e continua sendo o mesmo ar de duas horas atrás.
Quem fixa os padrões referenciais de qualidade do ar em ambientes climatizados é a Resolução RE nº 9, de 16 de janeiro de 2003, da ANVISA, e ela trabalha com números.
| Parâmetro | Valor de referência |
| Dióxido de carbono (CO₂) | ≤ 1.000 ppm, como indicador de renovação de ar externo |
| Aerodispersóides totais | ≤ 80 µg/m³, como indicador de pureza do ar e limpeza do ambiente |
| Taxa de renovação de ar | mínimo de 27 m³/hora por pessoa, ou 17 m³/hora por pessoa em ambientes de alta rotatividade |
| Temperatura, verão | faixa recomendável de 23 °C a 26 °C |
| Temperatura, inverno | faixa recomendável de 20 °C a 22 °C |
| Umidade relativa, verão | 40% a 65% |
| Umidade relativa, inverno | 35% a 65% |
A própria resolução diz o seguinte sobre o CO₂: ele é tratado como indicador de renovação. Logo, poluente em si, ele não é…
Concentração alta significa que o ar externo não está entrando na proporção necessária, e é essa falta de troca que carrega junto tudo o mais que se acumula num ambiente fechado.
Repare também no limite de 17 m³/hora por pessoa para ambientes de alta rotatividade. A própria resolução condiciona esse valor menor a não ultrapassar a concentração de CO₂ estabelecida, o que na prática significa que a taxa reduzida não autoriza ar viciado.
Existe nome para o quadro em que os sintomas aparecem no edifício e desaparecem fora dele. Síndrome do edifício doente descreve o conjunto de queixas, como irritação nas vias aéreas, dor de cabeça, fadiga e ressecamento ocular, que se manifestam durante a permanência no ambiente climatizado e melhoram quando a pessoa sai.
Vale ver como a RE 09/2003 define ambiente aceitável, ou seja, aquele livre de contaminantes em concentrações potencialmente perigosas, ou que apresente no mínimo 80% dos ocupantes sem queixa ou sintomatologia de desconforto, o que faz dele um critério que se verifica perguntando aos ocupantes, e não apenas instalando medidor no forro.
As causas mais frequentes são conhecidas, e todas tratáveis. Renovação insuficiente, filtragem inadequada, umidade fora de faixa, acúmulo em dutos, vazamentos que criam condição para proliferação microbiológica.
Manutenção de climatização deixou de ser boa prática e virou obrigação legal em 2018.
A Lei nº 13.589, de 4 de janeiro de 2018 determina que todos os edifícios de uso público e coletivo com ambientes de ar interior climatizado artificialmente disponham de um Plano de Manutenção, Operação e Controle, o PMOC, com o objetivo de eliminar ou minimizar riscos à saúde dos ocupantes. A lei alcança também ambientes climatizados de uso restrito, como os de processos produtivos, laboratoriais e hospitalares.
Vale destrinchar o que essa lei muda para quem aluga ou ocupa laje corporativa.
Perguntar pelo PMOC antes de assinar um contrato de locação corporativa é, portanto, pergunta legítima e verificável, porque o PMOC existe como documento e o responsável pelo edifício consegue mostrá-lo, ou ele não existe.
Climatização é uma das maiores parcelas de consumo elétrico de um edifício comercial, e a conta cresceu de importância no país inteiro. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o setor de edificações responde por quase 50% do consumo de energia elétrica no Brasil, e a climatização artificial aparece entre os principais usos finais dessa parcela.
A diferença entre um prédio caro e um prédio econômico de operar nasce de decisões tomadas em projeto:
Em Curitiba, o JG1698, no Juvevê, foi projetado com ar-condicionado de renovação constante e reúne LEED Platinum e Fitwel Viral Response Distinction, primeiro do sul do país. O Neo Corporate, no Centro Cívico, tem LEED Gold e fachada de alta performance, que é a variável que trabalha antes do sistema de climatização.
VRF é a sigla de fluxo de refrigerante variável. Uma unidade externa modula a quantidade de refrigerante enviada a várias unidades internas, entregando a cada ambiente apenas a capacidade que ele está pedindo. Como o compressor varia a rotação em vez de ligar e desligar em ciclos, o consumo cai em carga parcial, que é a condição normal de um escritório.
A Resolução RE nº 9/2003 da ANVISA estabelece os padrões referenciais. Ela fixa taxa mínima de renovação de 27 m³/hora por pessoa, ou 17 m³/hora por pessoa em ambientes de alta rotatividade, e limita a concentração de dióxido de carbono a 1.000 ppm como indicador de renovação de ar externo.
Pode, quando o sistema não é mantido ou não renova o ar adequadamente. Filtragem inadequada, umidade fora de faixa, acúmulo em dutos e renovação insuficiente favorecem queixas respiratórias, dor de cabeça e fadiga. A RE 09/2003 considera aceitável o ambiente em que ao menos 80% dos ocupantes não apresentam sintomatologia de desconforto.
PMOC é o Plano de Manutenção, Operação e Controle dos sistemas de climatização. A Lei 13.589/2018 obriga todos os edifícios de uso público e coletivo com ambientes climatizados artificialmente a mantê-lo, e atribui a responsabilidade a proprietários, locatários e prepostos responsáveis pelos sistemas.
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Climatização entra na escolha de um endereço corporativo pelo mesmo motivo que fachada e elevadores: ela afeta todo dia quem trabalha ali, e trocá-la depois exige obra. A Víncere Locações administra o portfólio corporativo do Grupo Noster em Curitiba, com edifícios projetados para desempenho ambiental verificável, entre eles o JG1698 e o Neo Corporate.
Fale com a nossa equipe para conhecer as lajes disponíveis e as especificações de climatização de cada edifício.