A pauta da sustentabilidade corporativa finalmente chegou ao espaço físico onde as empresas operam. Relatórios ESG, metas de emissão e políticas internas de consumo responsável ganham ou perdem força dependendo da infraestrutura do edifício em que uma organização está instalada.
E os dados confirmam a escala desse impacto: em 2022, os edifícios responderam por 34% da demanda global de energia e 37% das emissões de CO₂ relacionadas a processos e energia, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Significa que as escolhas feitas na concepção e na operação de um prédio comercial têm peso real sobre o quanto uma empresa consome, sobre como seus colaboradores se deslocam e sobre a imagem que ela projeta para o mercado.
A pergunta que orienta os estudos é pertinente: como a infraestrutura de um empreendimento pode estimular comportamentos mais sustentáveis no cotidiano de empresas e pessoas?
A localização de um edifício comercial estabelece muito do que acontece antes mesmo de o expediente começar. Quando um prédio está integrado a eixos de transporte coletivo, próximo a ciclovias e equipado com a infraestrutura certa, ele permite que colaboradores e visitantes cheguem sem depender do carro. Essa é uma das formas mais diretas pelas quais um empreendimento condiciona hábitos de deslocamento.
Estudos do IPPUC apontam que cerca de 67% das emissões de carbono em Curitiba têm origem nos transportes, sendo que o carro individual concentra a maior parte desse impacto. Edifícios bem localizados funcionam como facilitadores da transição para modais mais sustentáveis, e Curitiba, referência nacional e internacional em mobilidade urbana, oferece um ecossistema propício para isso: corredores de ônibus, ciclovias, calçadas planejadas e, no horizonte, a eletrificação progressiva da frota coletiva.
Os empreendimentos corporativos do Grupo Noster estão presentes em regiões que aproveitam toda essa infraestrutura. O World Business e o Neo Corporate, no Centro Cívico, e o JG1698, no Juvevê, ocupam bairros com alta conectividade e diversas opções de mobilidade. Além da localização, a infraestrutura interna também conta: bicicletários estruturados com vestiários, pontos de recarga para veículos elétricos e controle inteligente de vagas são elementos que tornam a alternativa ao carro individual mais acessível no dia a dia.
Um prédio comercial consome energia 24 horas por dia. Elevadores, climatização, iluminação, sistemas de segurança e equipamentos de TI formam uma carga constante, e a forma como essa demanda é gerida define boa parte da pegada ambiental de qualquer empresa instalada no imóvel.
As soluções técnicas para tornar esse consumo mais eficiente já existem, são acessíveis e entregam retorno mensurável:
| Solução | Impacto prático |
| Sensores de presença na iluminação | Reduz consumo em áreas com uso intermitente, como corredores e banheiros |
| Aproveitamento de luz natural | Diminui a dependência de iluminação artificial e melhora o conforto visual |
| Sistemas de climatização eficientes | Reduz o consumo de energia sem comprometer o conforto térmico |
| Painéis fotovoltaicos | Geração própria de energia limpa, com potencial de redução de custos operacionais |
| Monitoramento inteligente de consumo | Permite identificar desperdícios e ajustar o uso em tempo real |
Essas escolhas impactam tanto o meio ambiente quanto o custo operacional das empresas. Companhias americanas e europeias já exigem que suas filiais brasileiras estejam em edifícios com certificações sustentáveis, e a certificação LEED tornou-se um dos principais parâmetros nessa avaliação.
Ela analisa desde o acesso a meios de transporte público até os materiais utilizados na obra e a eficiência no uso de água e energia, distribuindo pontos em nove categorias que resultam em quatro níveis: Certified, Silver, Gold e Platinum.
O portfólio do Grupo Noster demonstra, de forma objetiva, essa decisão. O JG1698 conquistou a certificação LEED Platinum, nível máximo do sistema, e o Neo Corporate, integrante do complexo Neo SuperQuadra, opera com o selo LEED Gold. Não são reconhecimentos decorativos: documentam que esses edifícios foram projetados e operam dentro de padrões rigorosos de eficiência energética e responsabilidade ambiental.
A gestão da água em empreendimentos comerciais passa despercebida no cotidiano corporativo, mas representa uma dimensão relevante da sustentabilidade predial. Torneiras com acionamento por sensor, dispositivos economizadores em banheiros, sistemas de irrigação programada e o reaproveitamento de água da chuva para fins não potáveis reduzem significativamente o consumo hídrico de um edifício ao longo do tempo.
O Serra Juvevê, empreendimento residencial desenvolvido pela Víncere Incorporadora, incorpora reuso da água da chuva e irrigação automática com floreiras em todos os andares, integrando a gestão hídrica ao conceito arquitetônico do edifício desde o projeto.
O JG1698 vai ainda mais a frente ao conquistar também a certificação Fitwel Viral Response – Distinction, voltada a práticas que protegem a saúde dos ocupantes e mitigam a transmissão de vírus em ambientes fechados.
Entre os critérios avaliados estão qualidade do ar interior, sistemas de ventilação de alta eficiência e estratégias de higienização de superfícies. O JG1698 foi o primeiro edifício do sul do país a receber o selo e o único empreendimento corporativo de Curitiba com essa chancela, com score de 92,60%.
Afinal, quando um edifício é gerido dessa forma, ele cria condições em que práticas mais conscientes são facilitadas naturalmente. O colaborador que trabalha em um espaço assim tende a incorporar essas referências também em outros contextos.
A dimensão social da sustentabilidade corporativa é frequentemente subestimada nas análises sobre edifícios, mas o ambiente físico de trabalho tem papel comprovado na saúde, no engajamento e na retenção de talentos.
Uma pesquisa Work in America da APA mostrou que 92% dos colaboradores afirmam valorizar empresas que cuidam do seu bem-estar emocional e psicológico. Espaços com iluminação natural, áreas de convivência, acesso a verde e boa qualidade do ar interior contribuem diretamente para esse resultado. Estudos sobre design biofílico em escritórios apontam que pausas visuais em ambientes com elementos naturais ajudam a recuperar o foco cognitivo com mais eficiência do que ambientes puramente artificiais, com reflexos diretos na produtividade e na redução do absenteísmo.
A escolha do endereço corporativo, portanto, é um posicionamento. Empresas que optam por edifícios certificados, bem localizados e com infraestrutura de qualidade comunicam ao mercado e aos seus próprios times que sustentabilidade está incorporada à operação, e não apenas ao discurso. Dados de um trabalho da Nexus revelam que a ausência de práticas ESG é o fator mais impactante para uma avaliação negativa das empresas, para 26% dos entrevistados. Ou seja, não agir tem custo de reputação mensurável.
Uma pesquisa da Deloitte aponta que 92% dos millennials e 89% dos Gen Z consideram o senso de propósito como um fator importante para a satisfação no trabalho. Profissionais qualificados escolhem onde trabalhar, e o espaço físico faz parte dessa equação.
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O Grupo Noster é uma empresa genuinamente curitibana com mais de 70 anos de história e atuação em setores estruturais da economia: incorporação, locação de imóveis, transporte coletivo e geração de energia limpa. Sua governança corporativa, consolidada desde 2005 com um Acordo de Acionistas e três conselhos de gestão, sustenta decisões tomadas com visão de longo prazo e coerência institucional ao longo de gerações.
Por meio dos empreendimentos desenvolvidos pela Víncere Incorporadora e administrados pela Víncere Locações, o Grupo Noster atua no desenvolvimento sustentável de Curitiba com escolhas concretas: localização estratégica que favorece a mobilidade ativa e o transporte coletivo, infraestrutura que viabiliza eficiência energética e hídrica, arquitetura que prioriza o bem-estar dos ocupantes e certificações internacionais que documentam essas práticas.
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