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PCHs e sustentabilidade: como o Grupo Noster gera energia com responsabilidade ambiental

Grupo Noster - 29/03/2026
PCHs e sustentabilidade: como o Grupo Noster gera energia com responsabilidade ambiental

Os estudos e debates sobre sustentabilidade energética possuem grande variedade técnica nos últimos anos, à medida que países passaram a equilibrar demanda elétrica, segurança hídrica e preservação ambiental. No Brasil, a matriz elétrica tem uma característica singular: 88% da energia consumida no país vem de fontes renováveis, segundo o Ministério de Minas e Energia

Por isso as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) são vistas com atuação determinante no abastecimento contínuo de cidades e no avanço da transição energética. Afinal, são capazes de equilibrar a produção limpa, estabilidade operacional e respeito ao território,  um conjunto raro em sistemas elétricos. 

Por meio da AlleanZa Participações, o Grupo Noster também estrutura sua atuação neste segmento, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país.

O que são PCHs?

As Pequenas Centrais Hidrelétricas são usinas hidrelétricas de menor porte, com potência instalada geralmente entre 5 MW e 30 MW. Sua importância decorre da combinação de três características essenciais para o Brasil contemporâneo:

Reservatórios reduzidos

Utilizam áreas enxutas, exigindo menor volume de alagamento e preservando vegetação nativa e cursos d’água naturais.

Geração estável

Como aproveitam o fluxo contínuo dos rios, entregam energia de forma previsível ao longo do ano, complementando fontes intermitentes como solar e eólica.

Baixo impacto socioambiental

As intervenções são pontuais, com necessidade limitada de reassentamentos, supressão vegetal ou alteração de ecossistemas.

Por serem compactas e eficientes, as PCHs garantem energia contínua sem pressionar o meio ambiente, o que as torna uma solução estratégica para países com bacias hidrográficas amplas e regiões interioranas em crescimento.

Como funcionam as Pequenas Centrais Hidrelétricas

O funcionamento de uma PCH é semelhante ao de uma hidrelétrica tradicional, mas com escala reduzida e processos mais controlados. O ciclo envolve:

  1. Captação da água, conduzida por um canal ou barragem compacta.
  2. Passagem pela casa de força, onde turbinas transformam energia hidráulica em mecânica.
  3. Conversão em energia elétrica, realizada por geradores acoplados às turbinas.
  4. Retorno da água ao rio, sem alterações significativas no fluxo natural.
  5. Conexão ao sistema elétrico, garantindo abastecimento estável para cidades e indústrias.

Desta forma, a operação orgânica faz com que as PCHs coexistam harmoniosamente com o ambiente, mantendo rios ativos e preservando ecossistemas.

A presença do Grupo Noster na geração renovável

O Grupo Noster atua no setor energético por meio da AlleanZa Participações, com participação societária em empreendimentos operados pela PaineiraPar, que reúne 15 usinas de alto desempenho — 12 hidrelétricas (entre UHEs, PCHs e CGHs) e 3 parques solares — totalizando 320 MW de capacidade instalada, dos quais 123,82 MW correspondem à participação direta do Grupo.

As participações incluem os seguintes empreendimentos hidrelétricos:

  • UHE Santa Clara (120 MW)
  • CGH Santa Clara (3,04 MW)
  • UHE Fundão (120 MW)
  • CGH Fundão (2,05 MW)
  • PCH Pequi (6,00 MW)
  • CGH Sucupira (4,50 MW)
  • CGH Cambará (3,50 MW)
  • CGH Embaúba (4,50 MW)
  • PCH Água Prata (13,30 MW)
  • PCH Água Brava (13,05 MW)
  • PCH Zeca Golin (9,85 MW)
  • CGH Água Clara (4 MW)

Na geração solar:

  • Parque Solar Aruna (5,00 MW)
  • Parque Solar Nova Londrina (5,00 MW)
  • Parque Solar Tapejara (5,00 MW).

Além disso, o Grupo integra operações conjuntas no ELEJOR, no Complexo Fundão Santa Clara e em outras iniciativas. Em 2025, os empreendimentos com participação do Grupo geraram 622 milhões de kWh, com 123 MW de potência própria, volume suficiente para abastecer aproximadamente 260 mil residências

Benefícios socioambientais das PCHs

As Pequenas Centrais Hidrelétricas influenciam o território de forma ampla, fortalecendo regiões inteiras, preservam ecossistemas e oferecem energia estável para cidades e indústrias: 

Benefício Impacto observado
Preservação ambiental Operações compactas que mantêm vegetação nativa, protegem margens de rios e reduzem áreas alagadas.
Estabilidade energética Geração contínua durante todo o ano, complementando fontes intermitentes como solar e eólica.
Desenvolvimento regional Estímulo econômico em municípios do interior, com empregos diretos e indiretos e maior circulação de renda.
Redução de emissões Geração de energia sem liberação de CO₂, alinhada às metas brasileiras de descarbonização.
Uso responsável da água Captação e devolução ao rio sem alterações significativas no fluxo natural, preservando a dinâmica hídrica.
Baixo impacto social Intervenções limitadas no território, com mínima necessidade de reassentamentos e obras de grande porte.

Energia renovável alinhada a princípios ESG

As PCHs e usinas que integram o portfólio seguem protocolos estruturados de gestão socioambiental, baseados em monitoramento contínuo, auditorias independentes e certificações reconhecidas internacionalmente

As usinas adotam nove frentes estruturadas de monitoramento ambiental:

  • Monitoramento da fauna, com observação direta, armadilhas fotográficas e registros acústicos.
  • Monitoramento da flora, com execução de PRADs e avaliação da regeneração vegetal.
  • Monitoramento da qualidade dos recursos hídricos, com análises físico-químicas e biológicas periódicas.
  • Monitoramento hidrossedimentológico, prevenindo assoreamento.
  • Monitoramento da ictiofauna, acompanhando ciclos reprodutivos e comportamento dos peixes.
  • Monitoramento de processos erosivos, com intervenções preventivas.
  • Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), com classificação, destinação adequada e foco em redução e reciclagem.
  • Programas de educação ambiental para escolas e comunidades.
  • Gestão técnica com relatórios periódicos, auditorias e aprovação de órgãos ambientais.+

Certificações, auditorias e validações internacionais

Em 2024, foi iniciada a emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates), certificando a origem 100% renovável e rastreável da energia gerada.

A PCH Zeca Golin recebeu Selo de Baixo Carbono, com certificação pelo GHG Protocol e aprovação da The International Tracking Standard Foundation, com destaque previsto em relatório da UNIDO em 2026.

A ELEJOR desenvolve projeto de crédito de carbono responsável pela redução aproximada de 330.000 tCO₂/ano. Auditorias internas e externas são realizadas sistematicamente, como a auditoria da PCH Água Brava, que avaliou aderência aos Princípios do Equador e às legislações vigentes.

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PCH Zeca Golin: inovação, impacto local e eficiência

Inaugurada em outubro de 2022 em Anahy (PR), a PCH Zeca Golin possui 9,85 MW de capacidade instalada e geração média anual de 47.390 MWh. Durante sua construção, gerou 140 empregos diretos em um município com cerca de 2.700 habitantes.

O empreendimento conta com operação remota automatizada com tecnologia nacional, modelo replicável em outras unidades. Aproximadamente 70% de seu perímetro é composto por Áreas de Preservação Permanente (APP).

O investimento de R$ 50 milhões impulsionou a economia local e ampliou a arrecadação municipal, fortalecendo infraestrutura, saúde e educação

Como as PCHs se conectam à estratégia corporativa

A transição energética brasileira avança com velocidade, e a ampliação de PCHs é um componente vital do sistema. Enquanto grandes centros urbanos demandam cada vez mais eletricidade para mobilidade, tecnologia e serviços públicos, é a energia renovável que garante estabilidade sem comprometer o meio ambiente.

O Grupo Noster participa ativamente da expansão da geração renovável no país por meio de participações estruturadas, governança sólida e acompanhamento técnico permanente dos empreendimentos em que investe.